sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
O Albuquerque
Sempre que via uma, era fatal como o destino,
Sentia, um desejo enorme de a experimentar. Se fosse razoável, boa, ou ainda melhor, ótima, esperava o momento certo para a guardar para si.
Uma rápida refleção sobre se estaria certo ou errado, fazia sempre antes de tomar a atitude, mas a verdade é que, filhos da mãe, também ele, muitas "das" vezes se sentia roubado, e, dentro da sua cabeça, acabavam por ganhar, invariavelmente, os piores instintos,
Não tiremos a conclusão, precipitada, de que era um gatuno, não tinha por si próprio essa falta de consideração. Tudo o mais na sua vida era dentro da legalidade e das normas, e aliás, nunca pensou que tirar aos outros coisas de valor relativo fosse um delito suscetível de pena, como todos os delitos.
Mas os lesados, ciosos dos seus haveres, começaram a desconfiar, e para mais que o viam sempre de bolsos muito cheios. e com ar comprometido., e isso, como é mais que natural, tornou inevitáveis os desabafos.
Naquele vergonhoso dia apanhou-os a conversar:
"É pá, ti não te andam a desaparecer esferográficas?
"Desaparecem..., é verdade..."
"Eu acho que é o #Albuquerque."
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